Devoluções à Natureza 14 de Setembro 2017

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Devolução à Natureza de um mocho-galego (Athene noctua)
Herdade da Corte – Tavira
14 de Setembro de 2017


No dia 14 de Setembro foi devolvido à Natureza um mocho-galego, na Herdade da Corte, Tavira. Este mocho foi encontrado após ter sido atropelado. Depois de um cuidadoso diagonóstico, não se encontraram lesões preocupantes, o que é comum neste tipo de casos. A ave foi alimentada adequadamente e foi mantida junto com outros mochos da mesma espécie. Assim que se obteve a confirmação de que o mocho se encontrava a voar em boas condições e que consegui caçar, a ave foi finalmente devolvida à Natureza. 


Esta libertação foi feita na Herdade da Corte, em Tavira, à qual agradecemos desde já a disponibilidade em nos receber.







Devolução à Natureza de um camaleão-comum (Chamaeleo chamaeleon)
Quinta de Marim – Olhão
14 de Setembro de 2017




Foi devolvido à Natureza um camaleão-comum na Quinta de Marim, Olhão. Este camaleão foi nos entregue vindo de Lisboa. O único local em Portugal onde o camaleão ocorre naturalmente é no Algarve. Este animal foi claramente capturado nesta região e foi levado para Lisboa e mais tarde, felizmente, foi entregue num centro de recuperação que o encaminhou para o RIAS. Mais uma vez apela-se a que não se capturem animais selvagens pois, é ilegal e porque estão a prejudicar o bem-estar desses animais e dos seus ecossistemas. O camaleão foi então devolvido à Natureza. 




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2 respostas

  1. Há histórias que nascem de forma trágica. Umas deixam um rasto de dor, outras a esperança e há aquelas que são um misto de maravilha/milagre.
    No passado mês de agosto, numa viagem nocturna e numa EN 125 toda esburacada, mesmo com uma velocidade segura, não consegui evitar que uma ave chocasse contra o veículo que conduzia. Fiquei imediatamente com o coração despedaçado. Parei mais à frente, pensei, fiz inversão de marcha e dirigi-me junto ao animal, que se encontrava inanimado no solo. Naquela altura parecia-me uma coruja. Peguei nela ainda quente, mas não reagia. Não conseguia sentir-lhe a pulsação e encontrava-se sem respirar. Tinha que fazer qualquer coisa! Tinha que pelo menos tentar! Então, com dois dedos fui pressionando periodicamente o peito do animal e sons em forma de assobio, soltavam-se do bico. De repente, um olho amarelo vivo abre-se para mim. Parei, e senti que já estava a respirar. Uma alegria misturada com preocupação e receio me envolvia. Levei a ave para dentro do carro e entreguei-a às mão do meu filho. Passados dez minutos de viagem abre os dois olhos bem abertos. Eram duas âmbares bem cristalinas. Após uns minutos em posição vertical, soltou-se a voar dentro do carro e refugiou-se debaixo de um banco. A viagem estava a terminar e a estação de comboio era o destino que me conduziria a outras paragens. Mas a história da ave não podia terminar assim. Sabia da existência do centro do Parque Natural da Ria Formosa em Olhão. Pedi à minha esposa, que ao voltar da viagem deixasse lá a ave, porque saberiam ver se tinha alguma lesão e, caso tivesse, reencaminhá-la para tratamento. Assim fez. O meu filho entregou o animal ao segurança do local, pois ainda era de madrugada e não estava lá mais ninguém. Deixou o seu contato.
    Cerca de um mês depois foi contatado pelo RIAS para assistir à libertação da ave. Trata-se de um Mocho-galego e não de uma coruja, como parecia na altura.
    A deslocação do Porto era impossível, mas a Alegria era a mesma. No dia 14 de setembro foi devolvido à Natureza na Herdade da Corte, em Tavira, depois de sido sujeito a "um cuidadoso diagonóstico" e de "não se encontraram lesões preocupantes."
    Esta foi uma daquelas histórias de final feliz que nos deixou maravilhados.

    Com Ema Paula Moreira e Hélio Moreira
    Foto do RIAS
    Link da libertação: http://rias-aldeia.blogspot.pt/2017/09/devolucoes-natureza-14-de-setembro-2017.html

    Ver partilha em:
    https://plus.google.com/u/2/110127297062379945096/posts/SxNBYB13yuJ

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