Nasceram dois ouriços-cacheiros no RIAS!

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No dia 19 de novembro, recebemos no RIAS – Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens uma fêmea de ouriço-cacheiro (Erinaceus europaeus), trazida desde Tavira por um particular após ter sido atacada por um cão. Embora não apresentasse lesões graves, e tivesse até um peso acima da média para esta espécie (952g), prestaram-se-lhe alguns cuidados básicos e o animal foi acomodado numa câmara de recuperação com alimento adequado em abundância. Ao atribuir a alimentação na manhã do quinto dia em recuperação, qual não foi o nosso espanto, constatando que o peso exagerado correspondia a uma gravidez… havia dado à luz duas lindas crias!

Crias de ouriço-cacheiro recém-nascidas.

Não há ninguém em Portugal que não conheça o ouriço-cacheiro, mas o que muitos não sabem é que este mamífero é o maior dos insetívoros da fauna portuguesa, alimentando-se sobretudo de invertebrados junto ao solo. A espécie ocupa todo o território português, ocorrendo tanto em florestas e pastagens, como em jardins. É uma espécie essencialmente solitária e territorial, com hábitos noturnos, e, numa única noite, pode percorrer mais de 3km!

Têm o dorso coberto por cerca de seis mil espinhos longos e aguçados, cujo desenvolvimento se inicia poucos dias após o nascimento (como é possível constatar neste curto vídeo, filmado quando as crias tinham apenas quatro dias!). Este é um método de defesa que lhes permite, quando ameaçados, enrolar o corpo, não deixando espaço para que o predador aceda a zonas do corpo desprovidas de espinhos.

Na manipulação de ouriços-cacheiros recomenda-se o uso de luvas. 

A época de reprodução tem início na primavera, uma vez findo o período de hibernação, e as fêmeas têm habitualmente uma ninhada de 2 a 8 crias em setembro. A maturação sexual é atingida com um ano de idade e a espécie tem uma longevidade média de 3 anos, mas podem viver até aos 10 anos de idade.

Muitos ouriços-cacheiros que ingressam no RIAS são órfãos.

Neste momento, temos seis ouriços-cacheiros em recuperação no RIAS, e todos aguardam apadrinhamento. Apoie a recuperação destes animais com o seu apadrinhamento e torne-se um membro ativo na conservação desta espécie!

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